TEMA: Agostinho: o
mal como “não ser”
Nossa aula foi:
2ºA,quarta-feira,
4 de março de 2026 .
2ºB,quarta-feira,
4 de março de 2026 .
2ºC,quarta-feira,
4 de março de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS104D) Investigar a dinâmica socioespacial e territorial da sociedade medieval, pontuando questões das mudanças na constituição do mapa europeu promovidas pelas cruzadas para ampliar o entendimento de toda particularidade do período medieval.
Compreender a filosofia política medieval por meio de seus principais filósofos Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino.
CONTEÚDO
Idade Média
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender a tese agostiniana de que o mal é “não ser” (privação/carência do bem) e não uma substância.
Identificar, no texto, o percurso do problema: maniqueísmo (dois princípios), rejeição e busca de conciliar bondade divina e existência do mal.
Analisar a relação entre livre-arbítrio, responsabilidade moral e punição no argumento apresentado.
Confrontar a tese com a crítica atribuída a Kant no texto, distinguindo “explicar teoricamente” e “agir praticamente para evitar”.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Apresentar os objetivos no quadro e entregar o texto (Moderna Plus Filosofia, p. 165 e 181); combinar que a aula será de leitura orientada com registros individuais.
Pergunta no caderno: “Se o mal fosse uma ‘coisa’, o
que ele seria? Se fosse uma ‘falta’, falta de quê?” (resposta curta, 2–3
linhas).
“Pelo texto, o mal não é uma ‘coisa’ que existe por si: ele é um ‘não ser’. Isso significa que o mal é uma carência, isto é, a ausência do bem.”
Leitura ativa por parágrafos; a cada parágrafo, o
aluno faz uma marcação obrigatória no texto:
As marcações mais relevantes (e obrigatórias) podem ser padronizadas por parágrafo, para orientar a leitura ativa e registrar compreensão/dúvidas no próprio texto (sublinhar, circular, anotar “?”), como prática de interação com o texto.
Parágrafo 1 (contexto e problema)
Sublinhar: “questão do mal”, “aderir… aos maniqueus”, “bem e mal como princípios”, “apenas um Deus”, “contradição… bondade de Deus… existência do mal”.
Circular termos-chave: “maniqueus”, “princípios”,
“contradição”, “bondade de Deus”, “mal”.
Margem (2–4 palavras): “Mudança de posição:
dualismo → monoteísmo”.
Interrogação (?) onde houver dúvida: “Como
conciliar Deus bom e mal?”
Parágrafo 2 (tese central: mal como privação)
Sublinhar (tese): “o mal é um ‘não ser’”, “não tem uma existência real”, “é uma carência, a ausência do bem”.
Sublinhar (justificativa): “algo só se corrompe
porque antes era bom”; “se fossem privadas de todo o bem, deixariam de
existir”.
Circular: “não ser”, “carência”, “ausência”, “bem”,
“corrompe”, “existir”.
Anotar na margem (exemplo rápido): “Escuro = falta
de luz” (ou outro exemplo do aluno).
Parágrafo 3 (crítica / limite da razão e ação
prática)
Sublinhar: “foi criticada”, “Kant… impossível resolver”, “reconhecer que o mal existe”, “buscar maneiras de evitá-lo”.
Circular: “criticada”, “razão”, “impossível”,
“prático”, “evitar”.
Margem: “Teoria x prática” (ou “não resolve, mas
age”).
Interrogação (?): “Se não dá para resolver, como
orientar a vida?”
Parágrafo 4 (argumento: livre-arbítrio e
responsabilidade)
Sublinhar: “vontade livre”, “não… concedeu para isso [pecar]”, “razão… Deus deu”, “agir corretamente”, “punições divinas”, “injusto se… também para pecar”.
Circular: “vontade livre”, “pecar”, “agir
corretamente”, “punições”, “injusto”, “fim/finalidade”.
Numeração do argumento (1 a 4) na margem para
sequenciar:
(1) Deus dá livre vontade; (2) finalidade: agir corretamente; (3) se usa para pecar, é punido; (4) punir seria injusto se a vontade tivesse sido dada para pecar.
Interrogação (?): “Se Deus sabe que posso pecar,
por que dar livre-arbítrio?”
Rotina “Pausa–Explica–Exemplo” (15 min): Após o
parágrafo 2, conduza uma checagem individual: cada aluno escreve um exemplo
próprio de “privação”:
Lista de exemplos explícitos no texto (a partir do parágrafo 2):
“O mal é um ‘não ser’… é uma carência, a ausência do bem.” (exemplo conceitual central: mal entendido como falta de bem, não como coisa).
“Algo só se corrompe porque antes era bom.”
(exemplo de raciocínio: a corrupção só ocorre em algo que tinha bem).
“Caso as coisas fossem privadas de todo o bem,
deixariam de existir.” (exemplo-limite: privação total do bem = deixar de
existir).
E do parágrafo 4 (exemplos ligados ao
livre-arbítrio):
“O homem pode usar a vontade livre para pecar” (situação usada no argumento).
“Se um homem a usa para pecar, recairão sobre ele
as punições divinas.” (situação exemplificadora de responsabilidade/punição).
MATERIAL:
Moderna Plus Filosofia, páginas 165 e 181.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Instrumento: atividade individual escrita (20–25 min, pode ser na mesma aula ou na próxima).
Itens:
(1) Defina “mal como não ser” com suas palavras e cite uma frase/ideia do texto que apoie a definição.
(2) Explique por que, para o texto, algo só se corrompe se antes era bom.
(3) Reconstrua o argumento do parágrafo 4 em 4 passos (livre-arbítrio,
finalidade, pecado, punição/justiça).
(4) Questão de confronto: qual é o sentido da crítica (atribuída a Kant)
apresentada no texto? Dê um exemplo prático do que seria “evitar o mal quando
possível”.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Manter os mesmos objetivos, flexibilizando critérios e procedimentos para favorecer inclusão e aprendizagem por meio de individualização.
Ajustes possíveis (escolher 2–3, conforme o estudante):
Prova/atividade com menos itens e mais diretos: (1) marcar V/F com justificativa de 1 linha; (2) completar lacunas em um esquema do argumento; (3) escolher entre 2 opções de exemplo de “privação” e explicar por quê.
Troca parcial do registro escrito por resposta oral ao professor (ou gravação de áudio curta) para demonstrar compreensão, mantendo a leitura do texto como base.
Tempo ampliado e leitura acompanhada (professor lê em voz alta trechos selecionados e o aluno acompanha com o dedo, depois responde), respeitando ritmo e necessidade individual.
2ºA,
2ºB,
2ºC,
(EM13CHS104) Analisar objetos e vestígios da cultura material e imaterial de modo a identificar conhecimentos, valores, crenças e práticas que caracterizam a identidade e a diversidade cultural de diferentes sociedades inseridas no tempo e no espaço.
(GO-EMCHS104D) Investigar a dinâmica socioespacial e territorial da sociedade medieval, pontuando questões das mudanças na constituição do mapa europeu promovidas pelas cruzadas para ampliar o entendimento de toda particularidade do período medieval.
Compreender a filosofia política medieval por meio de seus principais filósofos Santo Agostinho e Santo Tomás de Aquino.
Idade Média
Os objetivos da aula são:
Compreender a tese agostiniana de que o mal é “não ser” (privação/carência do bem) e não uma substância.
Identificar, no texto, o percurso do problema: maniqueísmo (dois princípios), rejeição e busca de conciliar bondade divina e existência do mal.
Analisar a relação entre livre-arbítrio, responsabilidade moral e punição no argumento apresentado.
Confrontar a tese com a crítica atribuída a Kant no texto, distinguindo “explicar teoricamente” e “agir praticamente para evitar”.
Apresentar os objetivos no quadro e entregar o texto (Moderna Plus Filosofia, p. 165 e 181); combinar que a aula será de leitura orientada com registros individuais.
“Pelo texto, o mal não é uma ‘coisa’ que existe por si: ele é um ‘não ser’. Isso significa que o mal é uma carência, isto é, a ausência do bem.”
As marcações mais relevantes (e obrigatórias) podem ser padronizadas por parágrafo, para orientar a leitura ativa e registrar compreensão/dúvidas no próprio texto (sublinhar, circular, anotar “?”), como prática de interação com o texto.
Sublinhar: “questão do mal”, “aderir… aos maniqueus”, “bem e mal como princípios”, “apenas um Deus”, “contradição… bondade de Deus… existência do mal”.
Sublinhar (tese): “o mal é um ‘não ser’”, “não tem uma existência real”, “é uma carência, a ausência do bem”.
Sublinhar: “foi criticada”, “Kant… impossível resolver”, “reconhecer que o mal existe”, “buscar maneiras de evitá-lo”.
Sublinhar: “vontade livre”, “não… concedeu para isso [pecar]”, “razão… Deus deu”, “agir corretamente”, “punições divinas”, “injusto se… também para pecar”.
(1) Deus dá livre vontade; (2) finalidade: agir corretamente; (3) se usa para pecar, é punido; (4) punir seria injusto se a vontade tivesse sido dada para pecar.
Lista de exemplos explícitos no texto (a partir do parágrafo 2):
“O mal é um ‘não ser’… é uma carência, a ausência do bem.” (exemplo conceitual central: mal entendido como falta de bem, não como coisa).
“O homem pode usar a vontade livre para pecar” (situação usada no argumento).
Moderna Plus Filosofia, páginas 165 e 181.
Instrumento: atividade individual escrita (20–25 min, pode ser na mesma aula ou na próxima).
Itens:
(1) Defina “mal como não ser” com suas palavras e cite uma frase/ideia do texto que apoie a definição.
Manter os mesmos objetivos, flexibilizando critérios e procedimentos para favorecer inclusão e aprendizagem por meio de individualização.
Ajustes possíveis (escolher 2–3, conforme o estudante):
Prova/atividade com menos itens e mais diretos: (1) marcar V/F com justificativa de 1 linha; (2) completar lacunas em um esquema do argumento; (3) escolher entre 2 opções de exemplo de “privação” e explicar por quê.
Troca parcial do registro escrito por resposta oral ao professor (ou gravação de áudio curta) para demonstrar compreensão, mantendo a leitura do texto como base.
Tempo ampliado e leitura acompanhada (professor lê em voz alta trechos selecionados e o aluno acompanha com o dedo, depois responde), respeitando ritmo e necessidade individual.
https://wayground.com/join?gc=47032046
MATERIAL:
Agostinho: o mal como “não ser”
1. Agostinho viveu entre os séculos IV e V e, convertido ao cristianismo, tornou-se bispo de Hipona. Suas especulações foram motivadas pela questão do mal, o que o fez aderir de início à crença dos maniqueus, que admitiam o bem e o mal como princípios fundadores. Posteriormente, rejeitou a crença anterior, para aceitar, então, a ideia da existência de apenas um Deus, deparando-se novamente com o problema de explicar a aparente contradição entre a bondade de Deus e a existência do mal.
2. Em sua teoria sobre o mal, Agostinho concluiu que o mal é um “não ser”, isto é, não tem uma existência real, pois é uma carência, a ausência do bem. Argumentou que algo só se corrompe porque antes era bom. Se não fosse, não poderia se corromper, e, caso as coisas fossem privadas de todo o bem, deixariam de existir.
3. A teoria agostiniana do mal foi criticada por outros pensadores. Immanuel Kant, por exemplo, a rebateu, afirmando que, nos limites da razão, é impossível resolver essa contradição. Restaria ao ser humano reconhecer que o mal existe e, do ponto de vista prático, buscar maneiras de evitá-lo, quando possível.
4. De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usa para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada?
Agostinho: o mal como “não ser”
1. Agostinho viveu entre os séculos IV e V e, convertido ao cristianismo, tornou-se bispo de Hipona. Suas especulações foram motivadas pela questão do mal, o que o fez aderir de início à crença dos maniqueus, que admitiam o bem e o mal como princípios fundadores. Posteriormente, rejeitou a crença anterior, para aceitar, então, a ideia da existência de apenas um Deus, deparando-se novamente com o problema de explicar a aparente contradição entre a bondade de Deus e a existência do mal.
2. Em sua teoria sobre o mal, Agostinho concluiu que o mal é um “não ser”, isto é, não tem uma existência real, pois é uma carência, a ausência do bem. Argumentou que algo só se corrompe porque antes era bom. Se não fosse, não poderia se corromper, e, caso as coisas fossem privadas de todo o bem, deixariam de existir.
3. A teoria agostiniana do mal foi criticada por outros pensadores. Immanuel Kant, por exemplo, a rebateu, afirmando que, nos limites da razão, é impossível resolver essa contradição. Restaria ao ser humano reconhecer que o mal existe e, do ponto de vista prático, buscar maneiras de evitá-lo, quando possível.
4. De fato, não é porque o homem pode usar a vontade livre para pecar que se deve supor que Deus a concedeu para isso. Há, portanto, uma razão pela qual Deus deu ao homem esta característica, pois sem ela não poderia viver e agir corretamente. Pode-se compreender, então, que ela foi concedida ao homem para esse fim, considerando-se que se um homem a usa para pecar, recairão sobre ele as punições divinas. Ora, isso seria injusto se a vontade livre tivesse sido dada ao homem não apenas para agir corretamente, mas também para pecar. Na verdade, por que deveria ser punido aquele que usasse sua vontade para o fim para o qual ela lhe foi dada?
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