Aula 15 Locke e a política liberal

TEMA: Locke e a política liberal
Nossa aula foi:
2ºA, quarta-feira, 20 de maio de 2026.
2ºB, quarta-feira, 20 de maio de 2026.
2ºC, quarta-feira, 20 de maio de 2026.
 
EIXO TEMÁTICO
 
HABILIDADE NA BNCC
(EM13CHS201) Analisar e caracterizar as dinâmicas das populações, das mercadorias e do capital nos diversos continentes, com destaque para a mobilidade e a fixação de pessoas, grupos humanos e povos, em função de eventos naturais, políticos, econômicos, sociais, religiosos e culturais, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a esses processos e às possíveis relações entre eles.
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
(GO-EMCHS201C) Compreender o pensamento Iluminista do século XVIII, utilizando textos filosóficos do período e as correntes de pensamento da época para entender os/as influenciadores/as dos movimentos sociais e políticos que surgiram posteriormente.
 
Compreender as teorias dos filósofos iluministas (John Locke, Rousseau e Montesquieu).
Entender como o pensamento iluminista influenciou nos processos revolucionários do século XVIII e XIX.
 
CONTEÚDO
Mundo Moderno
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Identificar John Locke como pensador ligado aos fundamentos do liberalismo moderno.
 
Compreender por que, para Locke, os indivíduos aceitam o contrato social para constituir a sociedade civil.
 
Explicar a relação entre segurança, propriedade e formação do corpo político no pensamento lockeano.
 
Reconhecer que os direitos naturais limitam o poder do Estado e podem justificar a insurreição contra um governante que traia a confiança pública.
 
Analisar a defesa lockeana do Poder Legislativo, da propriedade, da liberdade civil e também o caráter elitista presente em sua concepção de cidadania.
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
A aula inicia com a apresentação dos objetivos da aula no quadro e com uma pergunta-problema: “Por que as pessoas aceitariam criar um governo, mesmo sendo livres por natureza?”.
 
A proposta ativa central será a problematização com estudo de caso individual, pois ela mobiliza leitura, tomada de decisão e argumentação sem exigir trabalho em grupos.
 
O professor apresenta os objetivos e pede que cada estudante escreva, em uma frase, o que considera mais importante para viver em sociedade: liberdade, segurança, propriedade ou leis.
 
Os estudantes fazem a leitura silenciosa do texto e destacam palavras-chave como:
Contrato social “aceitação comum de um contrato social para constituir a sociedade civil” - acordo aceito em comum para formar a sociedade civil.
 
Sociedade civil “constituir a sociedade civil” - organização política criada a partir do contrato social.
 
Propriedade     “tudo o que pertence” a cada indivíduo; “sua vida, sua liberdade e seus bens” - tudo o que pertence ao indivíduo, incluindo vida, liberdade e bens.
 
Direitos naturais     “os direitos naturais subsistiam para limitar o poder do Estado” - direitos que permanecem e servem para limitar o poder do Estado.
 
Poder Legislativo    “o Poder Legislativo é supremo” - poder supremo ao qual as demais instituições devem se subordinar.
 
Cada estudante monta um mapa conceitual individual com núcleos:
Estado de natureza → “dificuldades de viver” → contrato social.
 
Contrato social → “constitui” → sociedade civil.
 
Riscos das paixões e parcialidade → “desestabilizam” → relações entre as pessoas.
 
Segurança e tranquilidade → “necessárias ao” → usufruto da propriedade.
 
Direitos naturais → “limitam” → poder do Estado.
 
Governante trai a confiança → “justifica” → direito à insurreição.
 
Propriedade → “inclui” → vida, liberdade e bens.
 
Poder político → “acha-se nas” → instituições políticas.
 
Poder Legislativo → “é supremo” → outras instituições.
 
Produção de um bilhete de saída com duas respostas, “uma ideia de Locke que ajuda a entender a democracia atual” e “uma limitação do liberalismo lockeano”.
 
MATERIAL:
Moderna Plus Filosofia, pág. 213.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
A avaliação comum pode ser processual e somativa, considerando a participação na leitura, a resolução do estudo de caso, o mapa conceitual e o bilhete de saída.
Responder ao estudo de caso com 4 questões abertas curtas.
 
Entregar o mapa conceitual individual.
 
Produzir o bilhete de saída com posicionamento próprio, desde que justificado com ideias do texto.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Manter o mesmo conteúdo e os mesmos objetivos centrais, mas com menos itens, comandos mais curtos e apoio visual.
 
Oferecer o texto com trechos previamente grifados e um quadro de palavras-chave: “sociedade civil”, “propriedade”, “direitos naturais”, “Legislativo” e “liberdade”.
 
Substituir as 4 questões abertas por 3 atividades objetivas: associação de colunas, completar lacunas e marcar alternativa correta.
 
Permitir leitura mediada do enunciado pelo professor e resposta oral registrada pelo docente, quando necessário.
 
Valorizar como critérios principais: reconhecer que o governo nasce de um acordo, perceber que o Estado deve proteger direitos e identificar que a propriedade e a liberdade são ideias centrais do texto.
 
Complete: “Para Locke, as pessoas criam a sociedade civil para viver com mais e tranquilidade.”
 
Marque a alternativa correta: “O poder considerado supremo por Locke é o a) Executivo b) Legislativo c) Religioso”.
 
Ligue os conceitos: “direitos naturais”, “propriedade”, “governante injusto” às ideias “limite ao Estado”, “vida/liberdade/bens” e “direito de resistência”.
 
 
MATERIAL:
Locke e a política liberal
1. John Locke, filósofo inglês do século XVII, ocupou-se da epistemologia e representou a tendência empirista na discussão sobre a teoria do conhecimento. Do ponto de vista da teoria política, suas ideias – expressas na obra Dois tratados sobre o governo civil – fecundaram os fundamentos do liberalismo e incentivaram as revoluções liberais ocorridas na América e na Europa.
2. Assim como Hobbes, Locke baseou-se nas dificuldades de viver em estado de natureza, o que exigiria a aceitação comum de um contrato social para constituir a sociedade civil.
3. Diferentemente de Hobbes, Locke não descreveu o estado de natureza como um ambiente de guerra. O que, então, levaria os indivíduos a delegar poder a outrem? Para Locke, os riscos das paixões e da parcialidade são muito grandes no estado de natureza e podem desestabilizar as relações entre as pessoas; por isso, visando à segurança e à tranquilidade necessárias ao usufruto da propriedade, todos consentiriam em instituir o corpo político.
4. Como jusnaturalista, Locke estava convencido de que os direitos naturais subsistiam para limitar o poder do Estado. Em última instância, justificava o direito à insurreição, caso o governante traísse a confiança nele depositada.
 
Institucionalização do poder e da propriedade
5. O caráter liberal da política de Locke revela-se na distinção estabelecida entre público e privado, âmbitos que devem ser regidos por leis diferentes. Desse modo, o poder político não deve, em tese, ser determinado por condições de nascimento, assim como cabe ao Estado garantir e tutelar o livre exercício da propriedade, da palavra e da iniciativa econômica.
6. Um aspecto progressista do pensamento liberal, portanto, é a concepção parlamentar do poder político, que se acha nas instituições políticas, e não no arbítrio dos indivíduos. Para Locke, o Poder Legislativo é supremo, e a ele devem se subordinar todas as outras instituições.
7. Como representante de ideais burgueses, Locke enfatizou a preservação da propriedade, no sentido amplo de “tudo o que pertence” a cada indivíduo, ou seja, sua vida, sua liberdade e seus bens. Logo, mesmo quem não possui bens é proprietário do próprio corpo, da própria vida, do próprio trabalho.
8. A concepção de liberdade para Locke, entretanto, não é ampla no sentido de seu alcance, pois apenas os que possuem riqueza significativa podem ter plena cidadania, com direito a votar e ser votado. Deve-se ressaltar, desse modo, o elitismo que persiste na raiz do liberalismo, uma vez que a igualdade defendida é de natureza abstrata, geral e puramente formal.

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